"Chyméra e Menina
Ela que veio para ser chymera,
Foi a balada branca d´uma lenda
Trouxe nos seios uma Primavéra,
Nos olhos uma inédita legenda.
...
E quando foi menina, dizem, que éra
Mesmo um Encanto para dár de prenda.
Guardou no cólo que depois crescêra...
Um perfume de lagrymas em renda.
...
O seu côrpo alumïa a luz dos Astros,
Enche de céu a curva dos seus rastros,
Quando sorri acórda a Primavéra...
...
- Eu sonhei-A, mas foi para a encontrar
E se a encontrei foi para acreditar
De que vive na Terra uma Chyméra!
1920 Antão de Moraes Gomes"
Antão de Moraes Gomes nasceu a 15 de Março de 1902 e faleceu, precocemente, vítima de uma meningite tuberculosa, aos vinte e quatro anos.
Editou, apenas, um livro: "Antão Era Pastor...", pela Companhia Portuguesa Editora, Lda. Tal edição, acontece em data incerta, mas, é costume aceitar-se que tenha ocorrido no ano de 1923.
Após a sua morte, o Abade José Castro (Tarouca), faz publicar no semanário lisboeta ,"Bandarra", cerca de trinta sonetos inéditos do poeta, nada mais se conhecendo de sua autoria.
Não obstante, já os respeitados escritores Afonso Duarte, João de Araújo Correia, Adolfo Casais Monteiro e Teixeira de Pascoais, entre outros, haviam reconhecido a inequívoca sensibilidade poética do jovem duriense Antão de Moraes Gomes.
O belíssimo soneto aqui apresentado é um manuscrito autógrafo datado de 1920. Era, então, um original inédito, que, com algumas pequenas alterações na grafia e na construção frásica de três dos seus versos, seria, três anos depois, publicado no livro "Antão era Pastor...".
Bem conservado. Folha de papel algodoado, encorpado, e de grande dimensão (23,5cm x 30cm).
Raríssimo. 250€
Para encomendar: Use, por favor, o endereço de email: livrosenarrativas@gmail.com , ou, o contacto telefónico: 91 667 34 09. Obrigado!

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