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Antero de Quental - Cartas

 


Antero de Quental - Cartas I e II
Obras completas de Antero de Quental. Editorial Comunicação. Universidade dos Açores, 1989. 1ª Edição. In-4.º, de (XXXV) (1) + 581 (5) páginas [Cartas I] + 591 a 1154 (3) páginas [Cartas II]. Ilustrados. Brochados.

Organização, introdução e notas de Ana Maria Almeida Martins

Cartas  I - [1852] - 1881
Cartas II - 1881 - 1891

Encontram-se aqui reunidas mais de setecentas cartas escritas pelo punho do grande escritor, a quem Eduardo Lourenço chamou "um dos nossos raros heróis culturais". A leitura da epistolografia de Antero de Quental é "absolutamente fundamental, não apenas porque permite reconstituir a fisionomia psicológica do seu autor, mas porque algumas delas, sobretudo as dirigidas a Oliveira Martins, João Lobo de Moura e Jaime Batalha Reis, se podem considerar autênticos ensaios filosóficos rigorosamente inéditos, de que jamais se suspeitaria a existência, se não tivessem sido conservados pelos destinatários." - Ana Maria Almeida Martins, na introdução de "Cartas I".

Bons exemplares, numa cuidada edição impressa em papel "Vergé Creme".   55€

Para encomendar: Use, por favor, o endereço de email: livrosenarrativas@gmail.com , ou, o contacto telefónico: 91 667 34 09. Obrigado!

Há 180 anos nascia Antero de Quental

 

Há cento e oitenta anos (18 de Abril de 1842) nascia, em Ponta Delgada, Antero Tarquínio de Quental, um dos Poetas maiores da alma portuguesa.


"Mors-Amor"

Esse negro corcel, cujas passadas

Escuto em sonhos, quando a sombra desce,

E, passando a galope, me aparece

Da noite nas fantásticas estradas 


Donde vem ele? Que regiões sagradas

E terríveis cruzou, que assim parece

Tenebroso e sublime, e lhe estremece

Não sei que horror nas crinas agitadas?


Um cavaleiro de expressão potente,

Formidável, mas plácido, no porte,

Vestido de armadura reluzente,


Cavalga a fera estranha sem temor:

E o corcel negro diz: «Eu sou a Morte!»

Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»

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"Na Mão de Deus"

Na mão de Deus, na sua mão direita,

Descansou afinal meu coração.

Do palácio encantado da Ilusão

Desci a passo e passo a escada estreita.


Como as flores mortais com que se enfeita

A ignorância infantil, despojo vão,

Depus do Ideal e da Paixão

A forma transitória e imperfeita.


Como criança, em lôbrega jornada,

Que a mãe leva no colo agasalhada

E atravessa, sorrindo vagamente,


Selvas, mares, areias do deserto...

Dorme o teu sono, coração liberto,

Dorme na mão de Deus eternamente!


Antero de Quental - Sonetos

 

Sonetos

Antero de Quental

Livraria Sá da Costa. Lisboa, 1984. In-8.º, de LXXXVII (1) + 287 (1) páginas. Brochado.

Edição organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio. 

Bom exemplar (com assinatura de posse).  15€



"Contemplação"

Sonho de olhos abertos, caminhando

Não entre as formas já e as aparências,

Mas vendo a face imóvel das essências,

Entre ideias e espíritos pairando...


Que é o mundo ante mim? fumo ondeando,

Visões sem ser, fragmentos de existências...

Uma névoa de enganos e impotências

Sobre vácuo insondável rastejando...


E dentre a névoa e a sombra universais

Só me chega um murmúrio, feito de ais...

É a queixa, o profundíssimo gemido


Das coisas, que procuram cegamente

Na sua noite e dolorosamente

Outra luz, outro fim só pressentido...


Para encomendar: Use, por favor, o endereço de email: livrosenarrativas@gmail.com , ou, o contacto telefónico: 91 667 34 09. Obrigado!